08.04.2022

Isolda + Colheita

As indústrias têxtil e alimentícia são das mais poluentes ao meio ambiente. Ambas enfrentam o mesmo problema: químicos pesados, corantes e pesticidas são utilizados em seu processo de produção e descartados sem tratamento, o que impacta a água, o solo e a vida. Assim como a Isolda, a Colheita, marca de snacks saudáveis, de Maria Luiza Cepera, também está comprometida a criar uma cadeia de produção mais limpa, fazendo escolhas responsáveis a partir de matérias-primas sustentáveis ao longo de cada etapa do caminho desde a fazenda à mesa, ou da fazenda ao closet como no caso da Isolda.

 

Até o mais simples lanchinho servido na casa de Maria Luiza não passa despercebido. Além de todo um carinho especial no servir e na apresentação, a sua atenção vem desde o plantio, da maneira mais gentil com a terra, e da colheita dos mais puros ingredientes frescos da fazenda São Paulo, onde ela cultiva uma horta orgânica que deu origem à sua marca de lanches saudáveis @snackscolheita.

 

Luiza também adora reaproveitar sobras de alimentos, que seriam descartados, para criar novas delícias. E foi assim que inventou sua mais nova receita: pesto de manjericão com castanha de caju, que ela divide aqui com a gente em primeira mão. Mais a nossa cara impossível! Também somos adeptas do upcycling dos excessos têxteis transformando-os em novas peças para vestir e decorar. Quase nada no atelier é desperdiçado, tudo é ressignificado. A Colheita é adepta desse mesmo mantra. 

 

Desde o primeiro momento que entramos na casa de Luiza, e no seu universo percebemos o seu entusiasmo por tudo que entorna uma boa comida - plantar, colher, preparar, servi-la e degustá-la. Qualquer ocasião seja um mero lanchinho para os nossos filhos, durante a aula de artes, é sempre tratado com especial atenção.

 

Conta um pouco sobre você. O que exatamente você faz e como surgiu a Snacks Colheita?

Hoje em primeiro lugar, sou mãe do Francisco e da Maria. Trabalho também em escritório com minha família, tenho um pequeno Family office com minhas irmãs e ajudo meu pai, que tem fazendas no Mato Grosso do Sul.

Sempre curti “fuçar” as novidades e guloseimas que encontrava quando viajava para fora do Brasil. Em uma viagem comprei uma desidratadora e fazia snacks para mim, ia inventando, reaproveitando o que tinha na minha cozinha... Meus amigos ao me visitar em casa, experimentavam ou eu levava nas viagens de final de semana. Começaram a pedir para eu fazer sempre. Fiquei surpresa, pois os snacks era sempre muito saudáveis e vi que era possível misturar sabor, saúde e densidade nutricional. Nunca mais parei.

 

Como surgiu o seu interesse por cozinhar?

Sou formada em Farmácia e Bioquímica. Parece que não, mas vejo um encontro da farmácia com a cozinha. Uma semelhança com as misturas, texturas... Todo controle rígido de qualidade, controle de produção. Desde o início sempre levei tudo muito a sério, pois jamais produziria algo que não gostaria de comprar. 

A cozinha veio naturalmente, entre um período sabático, passava o dia cozinhando em casa, mas teve um período que não sabia bem o que fazer com uma batata doce se cozinhava na água, assava no forno... Assim fui me permitindo experimentar.

 

Como é um dia típico no seu atelier/cozinha?

Dia de recebimento de produto e produção é uma loucura. Corremos para higienizar, armazenar e produzir as folhas que são sensíveis. Nossos snacks levam 2 dias para ficar prontos, então intercalamos produção de snacks com produção dos outros produtos como requeijão de castanhas e salada de grãos (novidade).

 

O que você ama sobre o seu trabalho?

Eu amo ver o processo, estar na horta, ver aquelas mudas minúsculas crescerem, a colheita, o processo de produção que é absolutamente artesanal. Ver a transformação das folhas em snacks saudáveis e nutritivos. 

 

O que você gosta de fazer quando está fora da cozinha?

Adoro procurar novidade por aí, nos mercados, feiras e redes sociais. Experimento tudo! 

Me perder na cidade durante as corridas de final de semana, ter contato com São Paulo, levar meus filhos nos pontos turísticos, ir à av. Paulista no domingo, comer pastel na feira...

Receber meus amigos em casa, com direito a almoço, piscina, banho e jantar para as crianças. É sempre uma confusão, uma farra.

 

Você é super healthy? Como é seu estilo de vida? Exercícios?

Sou super saudável sim, mas hoje sem nenhuma restrição. Como literalmente tudo que quero, mas me alimento bem naturalmente. 

Quando estava desbravando esse mundo saudável e entendendo as novas linhas de alimentação, cheguei a cortar glúten e leite. Hoje, como apenas queijos maturados (melhor digestão, baixa lactose naturalmente), se quiser como sim um pão, sempre artesanal. Aprendi que antes de qualquer restrição, a comida serve como alimento. Não gosto dessas fobias alimentares, entendo que muita gente não tem nem o que comer, como posso eu ficar julgando os alimentos? Respeito a comida, cada um faz as escolhas que quer. 

Pratico exercícios diariamente, vou para Colheita correndo ou pedalando... Procurei organizar minha vida de uma maneira muito prática, faço quase tudo a pé. 

 

Qual seu snack preferido da marca?

Hoje em dia, cavolo nero. Mas a beterraba é sempre presente, pois uso como torradinha. 

 

“Não precisamos de um punhado de pessoas fazendo desperdício zero perfeitamente. Precisamos de milhões de pessoas fazendo isso de forma imperfeita” – Anne Marie Bonneau, também conhecida como The Zero Waste Chef

Gosto de criar receitas que aproveitem os “restos”, o que jogaríamos fora. Reaproveitar o talo da beterraba, aquele iogurte/leite que vai estragar, faço um pão de queijo adaptado, e por aí vai.

 

Gostaria de compartilhar uma receita com a gente?

Outro dia inventei um pesto de manjericão, pois meu pé estava enorme e precisava usar. No final,  ficou uma delícia. Prático, saudável e serve para comer com os snacks da Colheita, como tempero para macarrão, salada de folhas, salada de grãos, inventar lasanha de vegetais com ele no meio... inúmeras possibilidades. 

 

Pastinha de castanha de caju e manjericão

Ingredientes:

 

2 xícaras castanha caju crua sem sal - 240g

2 maços de manjericão frescos - 100g

1 xícara de azeite - 200g 

1 colher chá sal - 5g
 

Modo de preparo:

 

Colocar a castanha de caju de molho em água filtrada por + ou - 12 horas. Colocar primeiramente o manjericão já higienizado no processador juntamente com o azeite e o sal, triturar até que as folhas fiquem bem picadinhas, acrescente as castanhas hidratadas e bater até que fique uma pasta homogênea.

 

Rendimento: 

 

Aproximadamente 540g

 

 

 

Qual receita você colocaria num livro de receitas da ISOLDA?

Lasanha de berinjela da Rita, minha funcionária que vive experimentando receitas saudáveis. Viveria comendo essa lasanha! 

 

Qual o maior desafio em empreender?

Não se perder no meio dos problemas e desafios. Se permitir parar, respirar e perceber suas conquistas. Não parar, viver um dia após o outro.

 

 

...

 

22.10.2020

Entrevista com Paloma Danemberg

Como você descreveria o seu estilo?

High low de mãos dadas com Upcycling. Gosto demais de garimpar. Garimpo tudo na vida: experiências, roupas, o que como… acredito que autenticidade é verdade. Procuro me vestir e ser assim. Gosto do que é legítimo. Então posso perfeitamente usar uma bolsa feita a partir de um moedeiro de madeira ou uma bolsa de marca. Amo bijoux originais, diferentes, tenho coleções de colares e brincos. Desde colares feitos de lacre de plástico comprado na África do Sul, quanto brincos de esmeralda desenhados pela minha mãe. Evito comprar em lojas que estimulem o fast fashion e tenho predileção por reinventar a função das peças que tenho.

 

Nos conte um pouco mais sobre a Ad Studio?

O AD.STUDIO é uma loja de móveis e objetos antigos, com olhar contemporâneo, fundada em 2016 com a proposta inédita de desmistificar de maneira inteligente a cultura do antiquariato para uma nova geração. As peças são garimpadas por mim, e ao lado do meu pai Arnaldo Danemberg, percorremos de caminhão diversas cidades da Europa. Ao chegar ao Brasil as peças são cuidadosamente restauradas pela nossa equipe. Nossos três principais pilares são garimpo, restauração e ressignificação (upcycling).

 

Como é o seu processo criativo?

A minha curadoria está muito ligada aos meus interesses em moda, cinema, fotografia, esportes... Acredito que além da imersão quando estou viajando para garimpar, uma forma de me atualizar é sempre estudar sobre estes assuntos, então faço tutoriais em história da arte, história da moda, além de sempre participar de eventos da cena cultural. A criação é sobre referências: no garimpo meu pai é minha maior referência. Há exatos 40 anos, exerce essa profissão com maestria. Além de antiquário, ele é professor do mobiliário histórico luso-brasileiro. Além dele, tenho como objetivo encontrar peças desenhadas por “construtores de móveis” do início do século XX como o alemão Michael Thonet, o austríaco Josef Kohn, o suíço Emile Baumann entre outros… Já no restauro, não posso deixar de mencionar grandes teóricos da restauração como Viollet-le-Duc  e John Ruskin mas quem de fato minhas principais referências são nossos restauradores. Verdadeiros exemplos de excelência no trabalho de conservação e restauração dos móveis.  

 

Na pandemia, a Isolda iniciou o upcycling de tecidos icônicos da marca, excessos de outras coleções que estavam guardadas no acervo ganharam nova vida em itens para o momento em casa. Como é o trabalho de upcycling dos móveis que você faz?

Primamos aqui pela autenticidade, trabalhamos com peças do final do século XIX e do princípio do XX, peças campesinas e de ofício em madeira, ferro, vidro, esportivas, revistas antigas emolduradas e a linha chamada “Gabinete de Curiosidades”, que abrange itens do mundo da gastronomia, esportes, aviação, medicina, automobilismo, fotografia, cinema, publicidade, entre outros, que testemunharam a ebulição da II revolução industrial e que são atualizados em seu uso. A definição de upcycling é elevar a peça a infinitos usos.

 

O que você mais gosta no seu trabalho?

Gosto de tudo que faço. Costumo dizer que para fazermos algo bem feito, temos que acreditar. Então procuro acreditar em cada etapa, em cada parte do todo. Do garimpo, a reuniões ligadas à gestão do negócio, sejam administrativo-financeiras ou de estratégia e marketing. Criar, é um grande pilar do meu trabalho. Meu maior desafio, e paixão, é criar novos usos para meu acervo e novas propostas de colaboração entre essas pecas tão antigas com marcas contemporâneas, como o que fizemos entre AD.STUDIO e Isolda.

 

Dicas para decorar a casa?

Meu mote é o upcycling, então eu apostaria em atualizar o uso de alguma peça cheia de memória afetiva, como malas antigas, que podem se transformar em apoio lateral, ou uma composição para mesa de centro, ou ainda uma cadeirinha de criança que, por que não, pode ficar na parede, com uma prateleira. Diria que sempre buscar enxergar possibilidades inusitadas para as peças.

 

 

...

07.06.2021

Podemos salvar o planeta reutilizando tudo que produzimos?

 

A mãe de todos os problemas ambientais: desperdício.

Para salvar o planeta temos que fazer apenas uma coisa: parar de desperdiçar tanto.

 

Em 2015 2/3 de todo material extraído da Terra escorregou pelos nossos dedos. Mais de 67 bilhões de toneladas de coisas arduamente conquistadas foram descartadas. 1/3 de toda comida apodreceu, mesmo a Amazonia tendo sido queimada para produzi-la. Pense num problema ambiental, e as chances é que esse está ligado ao desperdício. Acontece porque queimamos combustíveis fósseis e descartamos – dióxido de carbono – na atmosfera.

Todo material que os seres humanos conseguem reciclar, fazer compostagem, etc é apenas 9,3 bilhões de toneladas, apenas 9% do total desperdiçado.

 

Prosperidade num mundo de recursos finitos

A economia circular agrega diversas estratégias como reduzir, reutilizar, reciclar, alugar ao invés de possuir, que juntas podem remodelar a economia global de modo que elimine o desperdício. A economia circular não quer acabar com o crescimento, seu objetivo é transformar o modo como fazemos as coisas, para poder haver crescimento em harmonia com a natureza.. A economia circular pode economizar 630 bilhões de dólares ao ano às empresas da Europa.

 

O filósofo Leibniz disse: “Se é possível, logo existe” ao que concluímos:

Se podemos fazer acontecer, fazer com que exista, logo é possível.

 

O melhor e mais simples conselho: desperdice menos mantendo as coisas em uso.

 

Vestir o que já tem no seu armário é  a maneira mais sustentável de se vestir.

 

 

Fonte: National Geographic - Março 2020

 

...

01.06.2021

Isolda Unissex Upcycled

 

Reaproveitar e transformar todo o seu arquivo de resíduos têxteis em novas peças que vestem a casa e o corpo até atingir o desperdício mais próximo de zero é o que tem motivado a recente fase criativa da Isolda. Após o sucesso da linha Isolda Upcycled, que ganhou o foco da marca em 2020, para esse ano a grande novidade é a maior aposta em peças sem gênero, seguindo o trilho iniciado com a produção das camisas Tristão.

 

Pijamas com inspiração nos vintages indianos, camisas e shorts descolados e sedutores kimonos completam a linha que será produzida a partir do upcycling dos linhos, algodões e sedas do deadstock de coleções passadas da marca que esse ano completa 10 anos.

 

As roupas já podem ser consideradas peças desejo e itens de colecionador desde sua concepção, uma vez que seu estoque é ultra limitado porque são produzidos unicamente a partir de sobras de tecidos, sem reposições. Outro compromisso com a sustentabiliade que a Isolda adotou em 2020 foi de produzir sob demanda, essencial para evitar desperdícios. O tempo de produção de cada peça pode levar em torno de dois ou três dias úteis a partir do dia da compra.

 

Além do upcycling dos tecidos lisos e icônicos estampados, Juliana Affonso Ferreira, diretora criativa da ISOLDA tem reaproveitado amostras de bordados, patches e appliqués criando assim peças com detalhes únicos e one of a kind.

“Criar a partir das sobras me entusiasma, e me dá propósito. Sinto que como marca temos essa responsabilidade. Estávamos guardando um arquivo têxtil de muita riqueza, poder ter tempo para mergulhar em outras coleções e histórias e dar um novo sentido à elas é fascinante e algo muito poderoso” revela Juliana Affonso Ferreira. 

 

O estilo de vida e momento atual desfrutando de mais tempo em casa refletiu e norteou a criação da coleção que foi toda pensada para um morar mais confortável, funcional e elegante. Pensando nisso a campanha fotográfica foi clicada no apartamento de Juliana, em São Paulo e no de seus amigos e vizinhos de porta os arquitetos Luiza Hueb e José Miguel Ferreira, da Hueb Ferreira arquitetos. Uma locação minimalista e aconchegante que permitiu que os fresh prints da Isolda respirassem livremente. As fotos são de André Ligeiro, beleza assinada pelo DryClub at Home, styling de Juliana Sans, e modelos Erikah Cardoso e Zeh Moreira.

 

...

01.06.2021

Colab | Isolda & Bossanova

 

Flores, design e brasilidade que se engrandecem na atenção aos detalhes, bom gosto, estética e capricho representam alguns dos pontos em comum que uniram a Isolda à Bossanova, em uma inédita parceria. Partindo de uma admiração mútua, as duas marcas se juntam para desenvolver uma coleção de peças para decorar a mesa.

As inconfundíveis estampas pintadas à mão da Isolda ganham um novo olhar apurado através da Bossanova, que traz a experiência de anos decorando as mais exclusivas festas e eventos de São Paulo, e as transforma em jogos americanos, guardanapos, lacinhos porta guardanapos feitos a partir de linhos e algodões reciclados da marca. As peças são exclusivas, o estoque é ultra limitado.

Diversas mini coleções cápsulas serão lançadas ao longo do ano, em datas comemorativas, tudo pensado minuciosamente para levar celebração com muita bossa e otimismo para dentro de casa.

 

...

10.08.2020

Entrevista com Julia Brito

 

Em tempos desafiadores queremos encher ainda mais a nossa casa de amor e alegria. É no lar que passamos a maior parte do tempo, logo os ambientes precisam estar aconchegantes e cheios de esperança. Os objetos que escolhemos para decorar a casa têm esse poder de transformar e alegrar. Convidamos a nossa amiga Julia Brito para compor uma mesa linda para o almoço de dia dos Pais, neste domingo. Ju tem formação em moda, trabalhou com arte durante mais de dez anos junto à sua mãe na Luciana Brito Galeria e atualmente transita entre os mundos da arte, moda e casa. Com um olhar apurado e artístico ela compôs uma mistura inusitada e cheia de bossa com os jogos americanos upcycled da Isolda para receber em casa com diversão e charme. E aí, gostaram do resultado? 

Julia veste o conjunto loungewear 100% seda Aquarela do Brasil. Look e jogos americanos disponíveis no site www.isoldabrasil.com

 

Juju:   Quais são as suas dicas para compor uma mesa charmosa? Alguma dica especial sobre flores? Cores?

JB: Acho que para compor uma mesa charmosa a melhor dica é não se apegar a muitas regras de combinações, deixar a mente livre. A refeição dura poucas horas então podemos “exagerar” sem medo de nos cansar. Também não me prendo a combinações na hora de comprar uma peça nova, por que a chave para mim é ter peças lindas e no final brincar com as diferentes combinações. 

 

Juju:   Qual a parte mais divertida de montar uma mesa? Porque você gosta?

JB: O mais divertido quando monto uma mesa é descobrir combinações inesperadas . Acho que a montagem da mesa nos proporciona fazer combinações de cores e texturas de uma maneira mais livre que a montagem de um look por exemplo que está sempre ligado ao ambiente, a temperatura etc.


Juju:   Quanto tempo e como é o processo de arrumação de mesa?

JB: Para arrumar uma mesa sempre tenho algum ponto de partida, as vezes uma louça específica que combina com o cardápio ou alguma cor que combine com o tema do evento. A partir daí vou combinando o resto das peças, flores e tecidos. Sempre fui muito estética e visual então gravo combinações de cores e referências sempre e na hora de montar uma mesa colocar elas em prática.

 

Juju:   Você teve duas datas especiais festivas recentemente. Como foi pra você comemorar seu aniversário e o batizado do seu filho em tempos de Covid? Como foi essa readaptação?

JB: Aproveitei esses dois eventos para caprichar na decoração das mesas, que foram bem pequenas! Mas mesas menores são mai fáceis pois não precisamos ter grande quantidade das peças!

 

Juju:   Como você leva a experiência do mundo das artes para o seu dia-a-dia arrumando mesas? Vê algo em comum? 

JB: O mundo das artes é presente na minha vida desde muito pequena, por isso costumo dizer que é praticamente uma linguagem que ja é incorporada na minha vida. A convivência bem próxima com artistas e seus pensamentos é com certeza uma nutrição vital para mim tanto no sentido estético quanto na forma que é formatado meu processo criativo. 

 

Juju:   Quais artistas te inspiram mais ultimamente?

JB: Os artistas e as obras de arte que convivo ao longo da minha vida são muito presentes sempre. Durante a quarentena alguns prevaleceram nos meus pensamentos. Allan McCollum pela sutileza em expor as diferentes formas, entendo que possa refletir na personalidade e individualidade de cada um. Rochelle Costi por que ela expõe de uma forma única tantos objetos, culturais e achados que esteticamente me prendem muito.

 

Juju:   O que não pode faltar na sua mesa?

JB: Flores! 

 

Juju:   Como foi pra você arrumar a mesa pra Isolda?

JB: As estampas da Isolda são simplesmente fascinantes e alegres! Fiquei muito surpresa em ver a versatilidade de cada uma; entram perfeitamente em uma mesa “maxi” com vários elementos mas também funcionam super com acessórios neutros para aqueles dias que não estamos com tanto tempo para misturar cores e texturas.

 

Juju: Qual sua comida preferida? O que você gosta de comer nas mesas lindas que compõe? Tem dicas de restaurantes que vc tem apoiado na quarentena?

JB: Sou viciada em saladas! Durante a quarentena me aventurei na cozinha fazendo diversas combinações das minhas saladas favoritas. Acho que as misturas de cores e texturas das saladas também me encantam. Sempre que tenho alguma florzinha em casa que caiu ou já não tem mais muito tempo de vida usa na decoração dos pratos.

 

Juju: Você tem dicas de livros, filmes, séries que viu recentemente e gostaria de compartilhar?

JB: Gostei muito do documentário da Michelle Obama, não conhecia muito a história dela e achei ela simplesmente incrível. As séries que assisti durante a quarentena foram: Little Fires Everywhere e Babies, recomendo as duas muito. LFE curta e fala sobre temas bem relevantes para o momento, fiquei com discussões internas sobre muitos dos temas que ela toca, Babies é uma série que conta sobre o desenvolvimento dos bebês e mostra descobertas bem recentes sobre o assunto. A Gentleman in Moscow é minha dica de livro para a quarentena! Li ele bem no início do confinamento e foi uma surpresa pois conta uma história de um homem que coincidente teve que ficar confinado e restrito a um ambiente durante tempos de mudanças na Rússia nos anos 20.